Os requisitos para uma separação

Escrito por Augusto Tostes

Alguns dias se passaram e já tivemos a oportunidade de ler a abordagem mais técnica do Becken e o ponto de vista mais pessoal e passional da Mari, porém ainda é difícil ponderar sobre este assunto e ter discernimento suficiente para separar a McLaren de Lewis Hamilton – a criadora da criação.

Afinal, são quase 15 anos de uma parceria que muitos acreditavam que duraria para sempre, mesmo após a aposentadoria de Lewis como piloto. Mas não foi isso o que aconteceu, e assim torna-se importante fazer um retrospecto da história para tentarmos vislumbrar como esta relação se desgastou, pois perceberemos que os requisitos para uma separação foram adicionados, aos poucos, em todo esse tempo.

Quando Ron Dennis colocou Lewis no Programa de Apoio a Jovens Pilotos da McLaren, pouco depois que o conheceu aos dez anos de idade, ele sabia que tinha um grande talento em mãos. Em 2003, o piloto de Stevenage foi campeão da F-Renault Inglesa (10 vitórias em 15 etapas). No ano seguinte, campeão da F3 Euro Series (15 vitórias e 17 pódios em 20 etapas). Em 2005 foi vencedor do Masters de F3, e logo depois, campeão da GP2 em sua primeira temporada.

Lewis estreou em 2007 para ser escudeiro de Alonso. Entretanto, com quatro vitórias, 12 pódios e 14 corridas na zona de pontuação, logo nas 15 primeiras etapas Lewis mostrou ao mundo quem é que estava sentado no carro de número 2. Em meio às controversas polêmicas com o espanhol e forte pressão midiática, o título de 2007 foi perdido na China e no Brasil, com ajuda do jogo de equipe para favorecer a ascensão de Raikkonnen.  Ainda nesse ano, Ron Dennis foi acusado de participar do ato de espionagem feito aos carros da Ferrari.

No ano seguinte, em 2008, com um carro inferior ao da Ferrari e também com forte pressão, o troféu veio na última curva da última corrida. O alívio pelo primeiro título mundial cobriu a decepção de 2007 e projetou Lewis para sucesso, pois, com base nas duas primeiras temporadas dele na Formula 1, acreditava-se que os próximos títulos viriam logo nos anos seguintes.

Mas as coisas nem sempre acontecem como esperamos. Demonstrando desgaste de uma forma geral, Dennis anunciou, em janeiro de 2009, a sua retirada das operações da Formula 1 para que Whitmarsh acumulasse os cargos de chefe da equipe e chefe executivo da McLaren.

Assim, com um carro bastante inferior na primeira metade da temporada de 2009, o que se viu foi apenas cinco pódios e duas vitórias (Hungria e Cingapura). Não podemos nos esquecer do incidente com Jarno Trulli, em que Lewis, sob ordens de Dave Ryan, mentiu aos comissários, fato que manchou ainda mais a imagem de Ron Dennis e que, para muitos, foi mais um agravante da relação entre ele e Lewis.

Com a chegada de Jenson Button em 2010, não houve mais o cargo de segundo piloto, até então ocupado por Heikki Kovalainen. Com isso, apesar de ter terminado a temporada à frente do companheiro, Lewis começava a perceber que seria preciso mais do que talento para lidar com a regularidade e inteligência do experiente então campeão mundial Jenson.

Então no ano passado surgiram claros sinais de que a relação entre piloto e equipe começou a ter um desgaste mais intenso. A perspicácia de Jenson, os conflitos públicos com a Nicole, a separação profissional do pai e os susceptíveis erros em pista tornaram daquele o pior momento de sua vida profissional.

Após essa retrospectiva, tomando como base diversos acontecimentos e não somente os resultados em pista, é possível compreender que o sucesso da parceria veio decaindo desde o seu início, apesar do título em 2008.

Os dados nos mostram que em 6 anos juntos, McLaren e Lewis conquistaram  apenas um título mundial de pilotos, sendo que não se vê um mundial de construtores desde 1998. E, assim como nós, Lewis esperava mais, chegando a declarar que tinha pressa de vencer.

A exceção dessa curva decrescente seria a atual temporada de 2012, onde a McLaren parece ser a favorita ao título, e o piloto parece mais maduro. Mas falta confiabilidade no carro e na equipe. E para piorar, se levarmos a discussão para o campo subjetivo, começam a chover explicações e especulações. Uma delas é a de um suposto favoritismo pelo Jenson, baseada na preferência de pit stop  no inicio da temporada e na escolha das asas recentemente no circuito belga. Outras giram em torno do salário, troféus, liberdade de patrocínio, arbitrariedade de Ron Dennis, etc.

Dessa forma, por melhor que esteja o carro em 2012, a relação entre o piloto e a equipe já estava abalada, por essas e outras questões que nunca conheceremos.

E o fato da McLaren, como bem disse Martin, ter feito de tudo para manter Lewis, nos mostra duas coisas: a primeira é que a perda de Lewis é irreparável, por diversos motivos; a segunda é que não foi o fator financeiro o principal motivador, a decisão veio por insatisfação, desconforto e descrédito de longa data com a equipe, demonstrada mais enfaticamente desde a visita à Horner no Canadá em 2011.

A partir de agora, a McLaren irá perder muito pelo talento, experiência e apelo comercial de Lewis, ainda que um sangue novo como Sergio Perez seja sempre um motivador a mais.

Para Lewis, há ainda mais incertezas. Ele troca a melhor estrutura da Formula 1 e o carro vencedor de 2012 por uma equipe que está retornando à categoria e que só ganhou 1 corrida em 3 anos. Entretanto, ele pode também ter vislumbrado o que Schumacher viu na Ferrari em 1996 e ter a mesma sorte. Porém o controlador Bernie já está botando mais lenha na fogueira ao colocar em cheque a mudança de motores em 2014, tornando questionável a atual escolha de Lewis.

Porém há dois fatos inquestionáveis nessa história. O ato de coragem de Lewis ao sair de sua zona de conforto para pisar em um solo que ainda precisa ser semeado para gerar frutos. E o ato de coragem da McLaren em apostar suas fichas num piloto novato e oriundo da escolinha de sua rival Ferrari.

Mas apesar dos riscos assumidos, no geral, cada um parece estar finalizando essa história da melhor forma para si, sendo que a maior perda fica mesmo para o fãs e para a Fórmula 1.

Por isso, acredito que devemos aproveitar ao máximo o restante desta parceria, e, se possível, adiar o adeus para o GP do Brasil e as decisões de quem seguir para o início da pré-temporada de 2013.  Mesmo porque ainda é difícil de acreditar que eles tiveram coragem de se separar.

62 Comments

  1. Eu adoro história! Ainda mais quando envolve personagens que me cativam, como o Lewis, o Ron e a McLaren. Portanto obrigada por trazer esse assunto ao blog, Augusto. E parabéns pelo texto! 😉

    Gente, caso não tenham percebido, esse texto foi uma participação especial do Augusto!

    E aqui deixo registrado o convite do Papaya Orange para todos os leitores:
    Caso você queira escrever algum post para o nosso blog, mande a sua ideia ou o seu texto para papayaorangebrasil@gmail.com! 😀

  2. Que participaçao sem palavras…bravo, bravo…..

  3. Ótimo texto, Augusto. Congrats! 😀

    By the way, quem tiver ideias e estiver disposto a desenvolvê-las aqui, as portas do site estão abertas.

  4. 1° Tenente Marco Aurélio

    Excelente texto.
    Acho que a crise foi iniciada no Canadá 2011 mesmo.

  5. Tb concordo, Augusto, q Lewis começou a deixar a McLaren no momento em q ele deixou o seu pai como empresário. Sob a batuta do Sr. Antony, Lewis se aposentaria na McLaren.
    Acho tb q o sonho de Lewis era ter um carro dominante como o RB 7. Depois da classificação no Canadá em 2011, ele viu q na McLaren ele n teria um desses e procurou Horner e deve ter recebido um resposta do tipo “vamos pensar e depois te damos a resposta”. E a resposta deve ter passado por Marko q n queria um concorrente pra Vettel.
    Nos testes de inverno deste ano, Lewis entendeu q finalmente teria um carro dominante pra vencer quase todas as corridas e criou muita expectativa em cima disso. Deve ter repensado se deveria sair ou n da equipe ao final do ano. Mas, logo vieram um monte de problemas e ele só conseguiu chegar a liderança no GP do Canadá. Diante da desilusão de mais um ano sem um carro dominante, há sinais, para mim, q Lewis e seus empresários começaram encaminhar algo, principalmente depois das declarações do Ron q n daria aumento.
    Depois das atualizações da Alemanha, Lewis começou a ficar dividido se sairia ou n da equipe por perceber q tinham acertado a mão, especialmente durante as férias.Mas, o episódio de Spa fez as coisas ficarem muito ruim. E acho q ali Ham deu carta verde em definitivo ao seu empresário pra fechar com os alemães aquilo q já estava pré-combinado.
    Em minha opinião, a curto prazo, quem saiu ganhando foi (nesta ordem):
    – Mercedes;
    – Perez;
    – Button;
    – Eddie Jordan;
    – Alonso;
    – Vettel e
    – (talvez) Koba (se a equipe Sauber n sofrer com falta de grana).
    —————————————————
    Quem saiu perdendo (nesta ordem):
    – McLaren;
    – Hamilton;
    – Sauber e;
    – Rosberg.
    Temo ainda q se Slim n despejar um caminhão de dinheiro na McLaren, a coisa pode se complicar um pouco a médio prazo, especialmente se n conseguirem um dos campeonatos em 2013. Porém, o 28 já nascerá como favorito para 2013.

    • Sua teoria também faz todo sentido Leandro. É interessante perceber como que nós, nas mais variadas searas da vida, estamos sempre procurando explicações para decisões que os outros tomam e que desconhecemos, pelo menos no todo, os verdadeiros e mais impactantes motivos.

      Não sei se a ordem que você colocou de quem sai perdendo ou ganhando vai se concretizar nesta mesma medida, entretanto, tenho que o grupo de perdedores e ganhadores nessa ida do Hamilton para a Mercedes é mesmo que você colocou aí.

    • Grande análise LM. Mas faltou a XIX na primeira lista.

  6. Ingleses culpam chefe da McLaren por saída de Hamilton: “patético”

    http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/noticias/0,,OI6192718-EI12987,00-Ingleses+culpam+chefe+da+McLaren+por+saida+de+Hamilton+patetico.html

  7. Eu concordo com a visão do Augusto em termos e com o ‘insight’ do Leandro [LM] acima.

    Acho que o Lewis começou a ‘realizar’ que a McLaren não é um lugar para um piloto dominante como ele exatamente nesta temporada: com o show de incompetência operacional; com toda a atenção que a McLaren dedicou ao Button enquanto o carro caia dramaticamente de performance; e, por fim, como o jogo duro com o seu salário que, dizem alguns jornais, foi cortado abaixo do do Button.

    Vendo que Red Bull e Ferrari tinham portas fechadas, a McLaren primeiro baixou o salário. Depois esperou, jamais acreditando que a Mercedes fosse algo considerado por Lewis.

    Whitmarsh jamais pensou que ele tivesse a coragem de, justamente pelo histórico de carros medíocres nos últimos anos, encarar o desafio da Mercedes — e é aí que eu fecho com a Mari e, acho, com o André em alguns posts passados.

    O lance não é grana totalmente. A grana para um sujeito como Hamilton não é um fim propriamente. A grana serve, no fundo, para que ele mensure o seu talento, sua importância dentro de uma equipe e se posicione em um mercado cheio de gente com um talento raro como o dele — como Alonso ou Vettel.

    O Lewis é, ultimamente, meio segundo em média mais rápido que Jenson, o que nos leva a pergunta retórica: Quanto a McLaren deveria investir anualmente para extrair meio segundo deste carro? Quanto a McLaren ganha com o prestígio e o carisma global de um piloto como o Hamilton?

    Então, a XIX pôs na balança a proposta e o valor potencial dele como marca em contraste com o corte de salários e ele se viu aviltado.

    A imprensa alemã sugeriu que se ele houvesse vencido em Cingapura, provavelmente teria ficado por que haveria um comprometimento emocional com a perspectiva de um título tão próximo, mas depois de ver mais uma vez que a equipe jogava as chances de título dele, Lewis, pela janela com mais um erro operacional, ele decidiu que era hora. Só precisava esperara até que a ‘board’ da Mercedes — fã dele — se comprometesse a longo prazo com a F1 para que decidisse seu futuro.

    Aí acho que a McLaren & Whitmarsh tomaram aquela banho de água gelada e deve tá rolando uma ‘mea culpa’ coletiva fudida no momento.

    Não há como a gente mesurar o impacto da saída de Lewis da equipe no momento. Não será como a saída do Ayrton em 93 por que temos uma boa base para o carro de 2013, mas com o Button não há possibilidades de título de pilotos, quiçá de construtores — além de a equipe tornar-se tão inspiradora quanto um chuchu.

    Deveriam mudar nosso prateado para um tom esverdeado chuchu, só para combinar com esta nova equipe liderada pelo Jenson. 😀

    O Hamilton é emocional & impetuoso. Nota-se na pilotagem e no semblante dele e acho que essa emoção que ele transpirava era uma ingrediente que fazia um contraponto a imagem às vezes excessivamente corporativa que a McLaren tenta vender.

    Dizem que Ron Dennis investiu 10 milhões de dólares no Lewis, então se a McLaren e o Ron acham que ele deve algo, esse algo já foi muito bem pago.

    Agora, por mais incrível que possa parecer, o Lewis é um piloto que seria endeusado na… Ferrari — como foi Gilles, que tinha a mesma bravura do Lewis.

    Mas a gente sabe que um negro pilotando uma Ferrari é algo impensável por Montezemolo.

    Enfim, o Lewis precisa de um lugar aonde ele seja verdadeiramente amado e admirado — como 99% dos seres humanos —, e não permanecer aonde um título único em décadas por ele conquistado e seu talento único, possam ser barganhados.

    Será a Mercedes é este lugar? Eu espero, sinceramente, que sim por que estamos diante de um dos maiores — quiçá o maior — talentos naturais que a F1 viu surgir desde Senna.

    Passar pela F1 sem que todo este talento seja potencializado e transformado em vitórias e títulos será um grande desperdício…

    • Perfeito mesmo Becken. Este seu comentário merecia era um Post de tão bem fundamentado e escrito.

      Estou tendo a concordar contigo em tudo, exceto que, como explicitei acima, acredito que Lewis começou a vislumbrar mais intensamente a possibilidade de deixar a McLaren este ano (até porque condiz com o fim do contrato, e ela natural que ele pensasse nisso), entretanto, o descrédito e desconforto vem de momentos anteriores.

    • 1° Tenente Marco Aurélio

      Excelente texto Becken.
      Mas não considero Luca di Montezemolo racista.
      Abraço

  8. Augusto, bom texto… Introdução, desenvolvimento e conclusão como todo e qualquer bom texto deve conter… no entanto, só vou discordar de ti quando diz que “a maior perda fica mesmo para o fãs e para a Fórmula 1”. Não vejo dessa forma porque quem é fã, no caso do Lewis, vai poder acompanhá-lo em sua nova jornada, e a Formula 1 somente vai ganhar porque se o dito cujo estava insatisfeito com a atual equipe, então ele deverá estar bem motivado com uma nova equipe e com um carro novo no grid do ano que vem. Será um tempero a mais para a disputa do WDC em 2013, pois a Mercedes ainda está se estruturando e Lewis é o melhor driver que a F1 possui. Vamos aguardar para ver do que ele será capaz. No mais, parabéns…

    • 1° Tenente Marco Aurélio

      Muito bom….mas só discordo com o “Lewis é o melhor driver que a F1 possui”…

      …o melhor driver da F1 é Fernando Alonso e isso já uns 6 anos seguidos…

      • “…o melhor driver da F1 é Fernando Alonso e isso já uns 6 anos seguidos…”

        Marco Aurélio – Conselho saudável número 1: quando o assunto for este conceito imensurável na F1 chamado O MELHOR PILOTO, permita às pessoas expressar a opinião que desejarem! 😉

      • Hehehe… Marco, de certo modo tens razão. Eu quis dizer que ele é o mais rápido que a F1 possui. Todos nós sabemos o quanto o Alonso é talentoso (e muito sortudo), porém nunca considerei o Lewis inferior ao Alonso, por isso digo que ele é o melhor driver (vide a dor de cabeça que ele causou no Fernando em 2007, onde era apenas um estreiante ao lado de um Bi-campeão do mundo). Como esse conceito é bem subjetivo, então posso dizer que ele é um dos melhores drivers que a F1 possui. 😉

  9. 1° Tenente Marco Aurélio

    Sergio Perez seria o outro candidato que derrubaria Michael Schumacher da Mercedes, revelou a revista alemã Auto Motor und Sport nesta segunda-feira.

    A Auto Motor und Sport afirma ainda que, o sete vezes campeão mundial Miachel Schumacher, era apenas a terceira opção para alinhar ao lado de Nico Rosberg em 2013, atrás de Hamilton e Perez.

    Mas a Mercedes garantiu sua escolha número um, Lewis Hamilton, deixando a McLaren com Perez para sucedê-lo – e Schumacher ficou de “fora no frio”.

    Antes de assinar com Hamilton, “os chefes das Flechas de Prata haviam estendido seus tentáculos para o mexicano (Perez)”, afirmou o jornalista Michael Schmidt.

    Continua a ser um fato, no entanto, que Schumacher poderia definitivamente ter mantido seu assento se, no início do verão europeu, ele tivesse exercido sua opção unilateral para 2013.

    “Por que jogar poker até outubro, quando o melhor momento para prorrogar o contrato já tinha passado?” Schmidt perguntou retoricamente.

    “Se ele tivesse assinado após a classificação em Monte Carlo, nenhum outro piloto seria considerado.”

    Um membro da Mercedes teria dito que “Michael protelou até outubro para forçar a Mercedes a pensar em alternativas”

    Mas outras questões também estavam em jogo, incluindo Ross Brawn, Norbert Haug e Niki Lauda convencendo os acionistas em Stuttgart a assinar o novo Pacto de Concórdia e manter a estrela de três pontas na Formula 1.

    O correspondente Michael Schmidt disse que a tarefa ficou mais fácil quando lançaram o nome da estrela atual, Lewis Hamilton, ou o “sangue novo” de 22 anos de idade, Sergio Perez, em vez de “do veterano de 43 anos de idade”.

    Assim, Hamilton se juntará Rosberg na garagem da Mercedes em 2013, mas só depois de sua luta final pelo título de 2012 pela McLaren. O ambiente poderia ficar estranho na equipe inglesa, mas o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, insiste que não está preocupado.

    “Lewis me assegurou que no momento ele é um piloto da McLaren e está focado em vencer”, disse ele à BBC.

    “Ele vai ser profissional, a equipe vai ser profissional em torno dele e vamos ver se podemos fazer o melhor trabalho que pudermos.”

  10. Comentário do Becken acima:

    “…com o Button não há possibilidades de título de pilotos, quiçá de construtores — além de a equipe tornar-se tão inspiradora quanto um chuchu.”

    MAIS DO QUE A SAÍDA DO HAMILTON ISSO É O QUE ME PREOCUPA.

    Já escrevi em comentários anteriores que o Button não tem uma gota de ousadia e o Perez é uma incógnita (pra mim beneficiado pela economia de pneus e táticas difentes). Isso, aliado aos contratos de “vários anos” da dupla, juntamente com a mudança de motores, de regras para 2014 e a crise mundial (lembrando que a Telmex não está mais com o Pérez, segundo o “Voando Baixo”), a McLaren pode passar alguns anos bem complicados, como disse o LM aí acima.

  11. A Mclaren apesar da saida do Hamilton será umas das equipes candidatas ao título de 2013. Apesar dos crassos erros deste ano, a equipe conseguiu corrigi-las e virá mais apurada tanto na parte operacional como também no projeto do carro de 2013 (MP4-28). Más não podemos nos esquecer que, a Ferrari, Lotus e principalmente a Red Bull virão com os seus projetos revisados e creio eu, que pelo motivo de o departamento de engenharia da Ferrari e Red Bull serem mais talentosos do que ao da Mclaren, virá muito competitiva na próxima temporada e não me surpreenderei se uma delas vir como franca favorita para 2013. Enfim, ano que vem continuaremos a assistir a luta ainda entre o “trio de ferro” pelo menos nas primeiras provas da temporada.

    • “…o departamento de engenharia da Ferrari e Red Bull serem mais talentosos do que ao da Mclaren…”

      Hummmmmmm…

    • Braz, o q vc qr dizer “departamento de engenharia da Ferrari e Red Bull serem mais talentosos do que ai da Mclaren”?

    • 1° Tenente Marco Aurélio

      Os únicos talentosos no departamento técnico da Ferrari são Pat Fry, e mais 2. O resto é meia boa. Da Red Bull não acho mais talentosos, acho mais competentes, haja vista a Red Bull é referência aerodinâmica na F1 por 3 anos seguidos. Adrian Newey e Robert Marshall superam a concorrência com sobras.

  12. Confesso que com esse anúncio da saída do Lewis, comecei a temer mais ainda o título desse ano. Entretanto, pelo que li do Martin, acho que a confiança continua intacta. Mas vamos ver né, o que vai acontecer a partir de Suzuka.

    “Nós temos um carro competitivo no momento e ainda temos seis corridas. Nós podemos vencer todas elas e, em minha opinião, podemos vencer o Mundial. Então, começando no Japão, vamos focar nisso. Lewis é um ótimo piloto e muito competitivo. Ele sabe que tem corridas para vencer e ele quer vencer, então vamos trabalhar duro nisso”.

  13. Não sei não hein, respeito a opinião do colega braz, mas acho que o departamento de engenharia da Mclaren não fica devendo nada para o da Ferrari e para o da Red Bull. Pelo que percebo, é da Mclaren que as outras equipes recrutam engenharia. Quando o Pat Fry foi contratado pela Ferrari, ganhou carta branca e levou um monte de engenheiros da Mclaren para a Ferrari. Em se tratando da Red Bull, Adrian Newey é um caso a parte, está em outro mundo em aerodinâmica e engenharia, mas não faz tudo sozinho, depende de outros engenheiros para materializar suas idéias. Então, acredito que as grande se nivelam em engenharia, sendo que das 03 equipes citadas, ainda coloco a Ferrai um pouquinho abaixo. Olhem o que foi a F60, F10, F150th Itália e a atual F2012. Nenhum deles pode ser dito que foi um carro vencedor, devendo ainda se ter em mente que o desempenho de parte desses carros o Alonso sempre mascarou tirando as suas deficiências no braço, situação essa que também está acontecendo a atual F2012.

    • 1° Tenente Marco Aurélio

      O F60 era um lixo. O F10 era vencedor, tanto que só Alonso e Vettel venceram 5 corridas em 2010 com a Ferrari e Red Bull monopolizando as vitórias na 2ª parte da temporada. O F150th Itália nasceu horrível, foi desenvolvido e depois não tomava nem 0,2 por volta em corrida de ninguém. Resultado 19 corridas, com 10 pódios. O F2012 nasceu bom, o que mascarava negativamente seu desempenho era a maneira como “comia” os pneus. Erro concertado e o carro entregou o desempenho esperado e está aí, 14 corridas 8 pódios até agora. Sem contar a suspensão pull-rod dianteira que revolucionou a temporada de 2012 e fará escola ano que vem, tanto que a Mclaren e Lotus irão utilizar em 2013. O problema da Ferrari é o tunel de vento com problemas de correlação, tanto que será construído outro com entrega em 2015, enquanto isso terão de utilizar o da Toyota na Alemanha que é considerado o melhor da F1 junto com o da Sauber. O problema da Red Bull é o túnel de vento velho herdado da Jaguar.

  14. Quanto ao texto já não me surpreendo mais…

    Este Beckem é um regalo aos olhos dos leitóres. Uma vez pedi ao Ceolin que sublinhace um paragrafo escrito pelo Becken e o Ceolin respondeu-me dizendo: Não dá, porque teriamos de sublinhar tudo o que o ele escreve,

    Parabens Becken pelo talento que tens, sem menospresar o talento da Mari e do Will, pois ambos são igualmente muito bons no que fazem.

    Cá entre nós no Trio Papayaorange o que aparentemente menos está sofrendo com a saida do Lewis parece ser o Will e o que mais está em dor parece-me ser o Becken, se bem que a Mari é que mais posta algo relacionado a saida de Hamilton.

    Eu sou um dos que renasceu da F1 com a chegada do Hamilton, por isso não deixarei de apoiar a McLaren, mais sou muito mais Lewis Hamilton.

    Becken,Mari por favor em 2013 não deixam de escrever qualquer coisinha sobre Hamilton, pois não quero deixar de visitar o papayaorange.com.br já me identifico com este Lugar.

    Abs.

    • Por falar no Will, ele está sumido mesmo. Will, por favor, dê o ar da graça!! Kkkkkkk


    • “…menos está sofrendo com a saída do Lewis parece ser o Will…”

      Isto por que ele é islandês, mas é o mais McLaren de todos nós, provavelmente. 🙂

      “…o que mais está em dor parece-me ser o Becken…”

      Eu estou destroçado & absolutamente indignado com toda esta história.

      “…se bem que a Mari…”

      Ela é a que mais tá sofrendo. Eu sei disto. 🙁

      • Suspeitava desde o princípio que esta era a ordem dos fatores, oops, dos sofrimentos.

      • O Becken, provavelmente pelo fato de eu torcer pelo Corinthians e pelo Botafogo (sim, aqui no Maranhão isso é bem comum entre os não-Flamenguistas rs), sabe que sofrer está no meu sangue.

        Na verdade tenho tentado sublimar esse sofrimento (tanto que mudei logo o avatar pro capacete do Perez para tentar me acostumar com a ideia).

        Uma coisa que será bem difícil será eu me acostumar a vibrar com o Button – eu juro que tento, tento mesmo – acho ele, mais uma vez como sugeriu o Becken ‘pouco inspirador’.

        Minha veia apaixonada está tentando se segurar com a impetuosidade do Perez, mas se ele vier com aquelas corridinhas de economia de pneus acho que vou sofrer demais.

        Tenho tentado me isolar do assunto Lewis e fazer o papel de advogado do diabo – quando consigo (até por que me incomoda quando acham que esse Blog é pro-Lewis e não pro-McLaren). Tentando ver o lado corporativo da coisa e tentando achar uma brecha que possa justificar a McLaren abrir mão de um talento como Lewis – nunca encontrarei provavelmente.

        E, claro, como faço sempre em todos os momentos difíceis da vida, tenho lido bastante a bíblia (‘Senna, o herói revelado’ by Ernesto Rodrigues) o que tem me ajudado a entender os bastidores da vida de um cara como acho que é o Lewis (o desejo de vitória que nos une todos a ele).

        O Becken matou a charada na mosca.

      • Pois é, mate! Você me conhece bem… 🙁

    • Ah, e Marcel, obrigado pelo elogio, mas o post é do Augusto, convidado de honra do blog!

  15. Eu penso que a McLaren, não vai passar por problemas finançeiros, mesmo que seja abandonada pela Vodafone, pois actualmente o grupo McLaren é enorme e abrange ramos tão diversos como:
    Equipamentos médicos, catering, consultadoria etc, etc.
    Não esquecendo, que se tornou uma construtora, quem sabe daqui a poucos anos, equivalente ou superior á própria Ferrari.

    • Boa tarde a todos.
      Meu primeiro post aqui.

      ” quem sabe daqui a poucos anos, equivalente ou superior á própria Ferrari “…

      Nem em 150 anos isso será possível. Ferrari é Ferrari e antes de pensarem em realizar essa proeza tem que alcançar BMW, Audi, Lamborguini, Masseratti, Mercedes e beeeeeeeem depois a Ferrari. Não desmerecendo a Mclaren e seu expertise, mas não dá para comparar quem está começando agora com uma empresa lendária e uma das marcas mais importantes do mundo. A Ferrari domina mundialmente o ramo de “esportivos luxuosos” com um marketing próprio onde “não basta ter dinheiro para comprar uma Ferrari, tem que merecer”. Esse projeto único é o que leva a Ferrari ser bem cobiçada mundialmente, onde até uma criança de 5 anos sabe que um carro vermelho, estando em movimento ou não, capaz de prender a atenção de todas as pessoas ao seu redor é um carro da Ferrari. A Mclaren vai ter que criar uma receita própria para superar isso, e em poucos anos é exagero dizer que o fará. Além do que tem começar a construir o próprio motor antes, e não tereceirizá-lo com a Ricardo. Sou amante de arro esportivos!

      • Seja bem vindo!

        Mas “Nem em 150 anos isso será possível. Ferrari é Ferrari e antes de pensarem em realizar essa proeza tem que alcançar BMW, Audi, Lamborguini, Masseratti, Mercedes e beeeeeeeem depois a Ferrari.”

        O tempo é o senhor de tudo e hoje, as coisas mudam mais rapidamente do que em qualquer época.

  16. 1° Tenente Marco Aurélio

    Um repórter da BBC disse que o Nico Hulkenberg assinou com a Ferrari para 2013. Ele não sabe dizer se o Nico assinou exatamente para ser piloto titular, ou como um dos pilotos da Ferrari em 2013 que poderá ter 3 pilotos. O meu raciocínio é o seguinte: se o Massa não pontuar constantemente, vão trocá-lo pelo jovem alemão. Esse Hulkenberg para mim deveria ser contratado pela Mclaren no lugar do Perez, porque em 2014 com certeza ele já superaria Button. Seria um ano para ganhar experiência saindo das primeiras filas regularmente, depois seria um período de afirmação. O Whitimarsh deu uma entrevista dizendo que a meta da Mclaren na pré-temporada de 2013 é transformar o Perez em um piloto campeão até o Gp da Austrália. Eu acho que Hulkenberg casaria mais do que o Perez, até mesmo aquele sem experiência do Valteri Bottas. O Perez chegou na frente em algumas corridas, mas ele não anda na frente regularmente: é o 8 ou 80.

    • Acho todos bons nomes para quando Jenson se aposentar. Mas acho que a McLaren não rescindiria com Jenson agora de maneira alguma – o risco no desenlvolvimento do MP4-28 seria grande demais.

      • A questão Will é saber se Jenson tem capacidade para isso, pois até o acerto de Lewis ele andou copiando nesta temporada.

        • 1° Tenente Marco Aurélio

          Estou maluco para ver o Jenson copiar o acerto do Sérgio Perez. kkkkkkkk
          Vai sair toda hora lá de trás para chegar em 2°.

  17. A propósito, a foto do post é muito legal!!!

  18. Wallace! Vi a lista dos melhores da Mclaren! Só não concordo que o David Coulthard esteja na frente do Hamilton… isto é demais pra minha inteligência.

    • Ok, em então é provável que o Lewis tenha uma implosão termonuclear este final de semana no Japão.

      Vai precisar largar bem longo do Demente do Maldonado e do Felipe ‘lambe botas’ Massa.

  19. É vero Allan Wiese ! Vejam só a entrevista dada por ele ontem: http://www.grandepremio.com.br/f1/noticias/hamilton-fala-que-opcao-pela-mercedes-nao-e-aposta-e-que-decisao-foi-movida-por-desejo-de-novo-desafio
    Parece-me que muita gente ainda não percebeu que Hamilton já fez a transição do garoto mimado de 2011 pra homem em 2012. Os próximos anos mostrarão isto. E creio que quem sairá lucrando com isto (e muito) é a Mercedes.

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